Inicial

O que se faz quando as palavras se tornam mais fortes que todo o resto, e você já não consegue mais falar de si apenas por imagens?

Bumbum deliciosamente empinado, seios fartos e firmes, e a boca, ah, a boca.. oral profundo e palavras afiadas, novamente elas, as palavras. Lembro de Amara me falando, “olha, essas coisas não se pode misturar, inventa outro nome e começa de novo”. E eu não consigo, não sei mais ser apenas um rabo saltitante à procura de clientes, vender a ilusão da tola, a jovem universitária, inteligente mas nunca a ponto de parecer ameaçadora, independente mas sempre dócil, a amante na medida de seus melhores sonhos. Primeiro livro publicado, sucesso relativo de vendas, me esconder sob trocentos outros nombres de clandestinidad? Se é possível? Talvez. Talvez o faça. Não agora.

Agora, você que me lê decide: o lugar comum, mocinha que fala de novela e BBB após o sexo, ou um mulherão, no sentido mais amplo do termo? Devo fingir gatinha boba ou podemos nos divertir sem farsas?

A seu critério. Você sabe: enquanto escrevo, também te escolho. A puta que escolhe. Você não é qualquer um, mas eu também não. Adultos, experientes, seguros de si. Vamos ter esse bom momento? Aposto que sim. Me liga. Se eu não te atender, me deixa uma mensagem, e numa dessas tardes acabaremos nos vendo. Será bom pra você também, garanto.

(E se você quiser passar por aqui de tempos em tempos apenas para me ler, tudo bem também. Seja bem-vindo.)