“Pagando por sexo” e a hipocrisia nossa de cada dia: o pecado está no lucro?

Chester Brown é, em certo sentido, um cara corajoso. Ele usa seus quadrinhos, bastante expressivos na sua “não emoção”, para esboçar uma tese bem interessante na racionalização da malaise masculina na virada para o século XXI: o mito do “amor romântico” é um mal que deve ser extirpado das aspirações humanas na sociedade contemporânea. Tese que ele defende, ao longo dos quadrinhos que ilustram seu livro, com muita convicção – ardorosamente, até, mas sobretudo, racionalmente. Como demonstração, ele utiliza sua opção de buscar o que não tem mais – sexo – com prostitutas, entre março de 1999 e dezembro de 2003, em Toronto.

“Pagando por sexo” é um livro interessante, a começar pela apresentação – quadrinhos tornam qualquer assunto mais palatável. Confesso que meu primeiro impulso foi o de desconstruir um a um os argumentos apresentados pelo autor em defesa de sua opção. A começar pela chamada: “O amor romântico? Não existe. Pagar por sexo é melhor.” Perfeito – mas talvez seja a hora de contar isso aos maiores interessados: às prostitutas, seus amantes, maridos, e mesmo patrocinadores eventuais que acabam por se tornar fixos e fiéis. Coisa, aliás, que acontece com ele mesmo, ao final – chegaremos lá…

No desenrolar da trama, conhecemos um Chester meticuloso em seu planejamento e em suas justificativas. Após uma conversa (surreal para nossos padrões – e só isso já recomendaria o livro para nossos emocionais casais brasileiros) em que sua namorada “pede permissão” para ficar com outro, ele – que segue morando com a moça, agora em uma relação de amizade – decide não mais se envolver. Considera que o “desgaste” de conseguir e conviver com uma nova namorada não compensa a satisfação. Confrontado com a necessidade e desejo de transar de quando em vez, e a total falta de vontade de iniciar um novo relacionamento, Chester acaba se decidindo por pagar… por sexo! Um modo fácil e racional de economizar emoções.

Entretanto, Chester é neófito na temática. Passa por todas as dúvidas de um iniciante, como se tivesse vinte anos ao invés dos quase quarenta que já o alcançaram.. aceita todas as desculpas mais clássicas de nossas heroínas, nunca pondo em dúvida a sinceridade delas… Não por acaso, uma das moças diz que ele foi muito bem “recomendado” por sua amiga (no jargão do meretrício, a definição mais apropriada para “bem recomendado” traduz-se pelo desejável trio de qualidades: “tem pau pequeno, goza rápido e paga direitinho”…).

Enfim.. Chester é um canadense que acredita, sobretudo, na sinceridade como a virtude humana suprema. É filho da lógica “fumei mas não traguei” que impregna aquelas paragens. Assim, ele quer sempre justificar e proteger as moças que o satisfazem frente à argumentação preconceituosa de seus amigos (sim, ele apregoa aos quatro ventos sua opção pelo sexo pago – o que, a meu ver, justifica o adjetivo que empreguei no começo: corajoso. Assumir essa opção para amigos não adeptos da prática gera, não raro, estranheza e indignação..). No entanto, quando confrontado às questões “espinhosas” (como, por exemplo, se não estaria ele contribuindo para o enriquecimento de cafetões), sua resposta se resume a um tímido “espero que não” – embora as evidências apresentadas mostrem que nenhuma daquelas moças atua sozinha, sendo muitas, mesmo, imigrantes, provavelmente ilegais.

Com a continuidade dos encontros, Chester vai ganhando “cancha” – o que ocorre sobretudo a partir do conhecimento de um site que dá notas às prostitutas de Toronto (similar aos nossos fóruns que, ainda que não sejam totalmente confiáveis, ainda assim, são um bom canal para a troca de informações sobre o assunto. Nos primeiros anos de existência, era comum ver foristas referindo-se ao GpGuiA – que teve sua festa de 10 anos em agosto último – de PROCON do putanheiro, e devo eu mesma admitir que houve um tempo em que cumpriu bem este papel, muito embora hoje – infestado de tds “falsos”, em muitos casos “plantados” por agentes e mesmo pelas próprias acompanhantes, e, ao menos aqui no Sul, pautado por um sem número de regras bobas, mutáveis ao sabor do humor do administrador – seja apenas uma desbotada sombra do modelo revolucionário que já representou um dia).

Terb - Toronto Escort Review Board, um dos fóruns de clientes de prostitutas, no Canadá

Conforme adquire mais experiência, Chester percebe-se emocionalmente abalado após os programas, sobretudo ao repetir encontros com a mesma garota, e tem dificuldades para entender o que está acontecendo. Até que ele acaba por rever seu conceito, e o adapta para algo mais palatável e menos discutível. O problema não é mais o “amor romântico” mas sim a monogamia forçada a ele associado.

Quem espera transas mirabolantes nos quadrinhos do livro não encontrará. Os encontros de Chester são descritos com recato – até para evitar a identificação das moças – mostrando simplesmente aquilo que muitas vezes ocorre entre cliente e acompanhante. Ao contrário do que talvez espere quem não “vive” no meio, Chester tem o comportamento padrão do patrocinador de meretrizes “de sites”: longe de ser um sociopata solitário, agressivo e amargo, Chester é gentil e educado. Busca nos encontros apenas alguma satisfação e não vê problemas em pagar por isso – como pagaria por um corte de cabelo ou uma sessão de psicoterapia. Usa os encontros apenas como um meio de conseguir satisfação economizando sentimentos e emoções.. Comportamento bastante usual nos dias atuais. Como se sexo fosse, realmente e apenas, uma necessidade fisiológica, básica. É assim que Chester o vê e, sob este aspecto, é cauteloso: racionaliza a questão, mede consequências, calcula gastos, jamais cede a impulsos.. tudo o que ele quer é prazer, e o busca nos tediosos encontros de curta duração com prostitutas. Orgasmos sintéticos, gemidos sincronizados e o “vazio” que o acomete quando essas relações tornam-se rotina. Contraditório, pra quem quer fugir do que chama de “amor romântico”, não? Ao menos quando essa fuga se dá por conta da rotina inevitável das relações duradouras… Ou não? A rotina é mesmo menos assassina quando se muda apenas os personagens?
Fugindo um pouco do assunto, há um ponto que gostaria de ressaltar a respeito de Chester: seu comportamento (embora, muito provavelmente, ele mesmo nunca venha a se dar conta disso, talvez mesmo por falta de interesse), essa pseudo-promiscuidade, esse “entregar-se” a prazeres proibidos e mundanos, atrai o interesse de muitas “civis”.. Loucas para preencher o vazio existencial imenso que assola a alma desse pobre rapaz carente, esmeram-se em produções sensuais, devoram 50 tons de qualquer cor que lhe caia nas mãos e vão à luta. Desastroso erro de avaliação… Dificilmente um homem que habitualmente recorre aos serviços de meretrizes deixa de fazê-lo apenas por ter assumido um relacionamento. Além do mais, homens que saem com meretrizes não são necessariamente carentes, nem há garantia de sofrerem desse vazio existencial imenso do qual nos falam as pessoas que optam por ter uma vida sexual “convencional” – com romance, diria eu. Ah, o vazio…


Ao final, há uma discussão mais séria sobre temas envolvendo questões morais e legais quanto à prostituição. Comentarei algumas das questões levantadas pelo autor com base em minha experiência pessoal:

1. A prostituição é apenas uma forma de namoro e, no futuro, as pessoas encararão com naturalidade tanto pagar quanto cobrar por sexo – Bom, eu vejo, sim, os encontros como “uma forma de namoro” com hora marcada e duração pré-determinada.. Mas discordo que haja a possibilidade de, algum dia, ser visto como “normal” o pagar ou receber por sexo. Num mundo perfeito, isso talvez fosse o ideal – mas minha experiência pessoal leva-me a duvidar dessa possibilidade. Pagar por sexo já é, nas “internas”, relativamente bem aceito. Receber por sexo, isso sim, é tido como comportamento passível de condenação. Senão, vejamos: enquanto “civil”, convivi com muitas mulheres que tinham, secretamente, uma vida sexual tão ou mais libertina quanto a que passei a ter enquanto acompanhante. Pois muitas dessas modernas e descoladas moças adotaram uma posição ridiculamente hipócrita e cínica quando decidi passar a atuar como acompanhante. Não questionaram meus motivos, não me deram chance, nada me perguntaram. A condenaçäo veio quase que imediatamente: as queridas amigas “civis” que antes me confessavam seus casos extra-conjugais, que freqüentavam festas estilo “clube de mulheres”, despedidas de solteira nada inocentes, eram habituès de casas de swing (gosto e prática que compartilhávamos), pediam-me indicação sobre prostitutas que não raro contratavam para “presentear” o parceiro em ocasiões especiais – repudiaram minha decisão, excluindo-me do grupo e, através de fofocas, prejudicaram-me intencionalmente em minha vida pessoal. Vejam: a única mudança é que passei a.. cobrar por sexo! “Mudei” de lado, passei a ser imoral, condenável.. Seria o lucro meu grande pecado?

2. Prostituição masculina: se um homem decide ser profissional do sexo, a sociedade aceita melhor este fato, já que homens são “donos” de sua sexualidade – Discordo. Vejo que a condenação ao garoto de programa é ainda mais dura que às garotas: ele é um homem em condição de inferioridade, pois se SUBMETE (??) a fazer sexo em troca de dinheiro. Passa a estar em posição de inferioridade em relação a quem o paga. A questão aí é puramente financeira…

3. Você é dono do seu corpo! Sim – e decide o que bem fazer com ele, de modo que não há imoralidade real em optar pela prestação de serviços sexuais. Sempre importante lembrar que o que eu “vendo” não é físico – meu corpo. A prostituta “vende” serviços sexuais, vende uma parte do seu tempo. O cliente não determina tudo o que acontece apenas por estar pagando. Tudo acontece, ou DEVERIA ACONTECER, em pleno acordo entre as partes.

4. Prostitutas fazem sexo sem desejo? Eventualmente, sim. Mas há outras circunstâncias que levam mulheres a transar sem desejo – manter o casamento, por exemplo.

5. A questão da escolha… Se uma trabalhadora recebe x por determinado trabalho, e lhe oferecem receber três vezes mais que x em outro trabalho, deve ela recusar? Obviamente, não.. Por que isso ainda soa estranho quando se trata da prostituição? Por que deveríamos dizer “não”, se nos agrada o trabalho e ganhamos bem com ele? Procuro resposta para essa pergunta há tempos, e até hoje não encontro resposta ou motivo concreto que me leve a abandonar a atividade. A não ser pela condenação moral de uma sociedade que nos alimenta, mas não nos quer à mesa…

Monique Prada, setembro/2012
Acompanhe-me pelo Twitter: @MoniquePrada

About Monique Prada

Mulher, acompanhante, blogueira porto-alegrense.

79 Thoughts on ““Pagando por sexo” e a hipocrisia nossa de cada dia: o pecado está no lucro?

  1. monique on 6 de julho de 2013 at 14:51 said:

    Olá, super interessante este texto

  2. Olá Monique, tudo bem?

    Sou redator de uma revista independente com sede em Santa Maria/RS. Gostei muito da análise e gostaria de saber se teus textos podem ser reproduzidos com os devidos créditos. Abraço e parabéns pelo texto.

  3. Alexandre Souza on 10 de dezembro de 2012 at 11:00 said:

    A senhorita fez análise excelente de uma situação complexa da nossa sociedade. Parabéns pelo texto coerente.

  4. PowerQuieto on 9 de novembro de 2012 at 4:58 said:

    Monique,
    Gostei muito da sua argumentação e do modo como articulastes e articulas as tuas idéias.
    Não creio que eu possa responder as tuas perguntas mas vou colocar o que acredito que possa ser parte de todo este contexto de como o restante da sociedade se relaciona com os profissionais do sexo.

    No meu entender, temos razões culturais históricas para termos preconceito. Na cultura ocidental não podemos negar, por mais que critiquemos qualquer igreja, que a Biblia tem grande influência. Acontece que nesse livro, no Livro do Eclesiástico 19 de 1 a 3, está claramente expresso que devemos nos afastar das prostitutas. No texto é possivel notar que há forte apelo profilático uma vez que manter a castidade ou a fidelidade conjugal SERIA um bom método para evitar a proliferação de DST’s.
    Acontece que hoje em dia temos métodos que nos ajudam a prevenir tais doenças.A tecnologia avaçou, o comportamento das pessoas se alterou mas os conceitos permanecem os mesmos, envoltos pela questão religiosa.
    A discussão sobre isso é longa e não quero me deter nela mas eu confesso que para mim seria estranho, em um primeiro momento, ler em um texto sagrado “Aquele que se una às prostitutas E NÃO USA CAMISINHA é um homem de nenhuma valia, torna-se-á pasto da podridão e dos vermes.”.

    Outra questão levantada foi quanto às “amigas civis” e a sua hipocrisia. Creio que neste caso a figura da prostituta possa ser bastante intimidadora para as demais mulheres. Imagine o que significa a ameaça de uma mulher sedutora, muitas vezes mais nova, sem os ranços do dia-a-dia, que se prepara para um encontro, que promete a um homem toda a sorte de prazeres. Imagine o quão insegura possa ficar uma civil em relação a perder o seu homem ou ser “passada para traz” por ele.
    O pecado está no lucro? Definitivamente não! Creio que o seu pecado está em não ser hipócrita.

    Há mais coisas para comentar sobre o texto mas já escrevi demais. Parabéns pelo post Monique.
    Beijos

  5. A princípio, o que me atraiu para a leitura do livro, o qual é o leitmotiv do texto, foi o processo de aprendizagem do autor. Uma aprendizagem dos códigos de conduta, das manhas e artimanhas de um mundo “escondido”. Essa aprendizagem dos códigos se completa com uma aprendizagem existencial, como um conhecimento de si próprio, suas potências, limitações e afecções. Penso ser mesmo uma aprendizagem difícil, dado que a experiência sexual tende a ser única, singular em sua repetição. Isso dificulta a percepção de padrões ou generalidades, já que nesse tipo de experiência não existe o normal. Monique com conhecimento e sensibilidade levanta algumas questões que considero de natureza política mais do que ética. As decisões sobre o sexo podem envolver considerações sobre a honestidade, o respeito pelos outros, o respeito e obrigações profissionais, a prudência, etc. Porém todas essas questões não são específicas da relação sexual, estão presentes em outros contextos sociais. O mesmo se poderia dizer de decisões respeitantes à condução de um automóvel. Na realidade, as questões morais que a condução de um automóvel levanta, tanto do ponto de vista ambiental como do da segurança, são muito mais sérias do que as suscitadas pelo sexo. Penso que as relações sexuais, do ponto de vista ético, conduzem mais para uma ética existencialista, para conceitos como autenticidade (vida autêntica) e inautenticidade (vida inautêntica). Gostei muito do texto e precisarei de um tempo maior de pensamento, um demorar-se do pensar, habitar com o pensamento algumas questões postas por Monique. Obrigado.

  6. Silvinha on 25 de outubro de 2012 at 14:26 said:

    Monique, adorei o texto! Estou curiosa pra ler este livro e teu texto saciou um pouquinho ampliou outro tanto minha curiosidade! :)
    Gostei das suas ponderações e das que o pessoal colocou nos comentários, como não lí o livro não me sinto autorizada a me estender MAAAS não posso evitar compartilhar a questão que me cerca quanto a este livro (e que talvez seja respondida com sua leitura): não estaria o próprio autor sendo hipócrita ao se colocar como livre ou além do amor romântico sendo que ele (e todos nós) fomos criados e moldados para vivenciá-lo? Que ele tenha suas descrenças, ok, tenho as minhas. Mas se garantir como livre desse envolvimento e ter o sexo pago como compra dessa liberdade (ou seria essa liberdade uma forma de se justificar pelo sexo pago)…sei lá…minhas viagens! ;)

  7. A reflexão proposta pelo excelente texto da Monique é muito pertinente. Vivemos em uma sociedade cujos valores são liquefeitos com uma velocidade impressionante e não é possível perceber coerencia e consistência nas atitudes e comportamentos dos indivíduos. São pesos distintos para situações idênticas. A discussão sobre sexo como serviço é antiga, mas não há uma evolução significativa nesse debate, principalmente em sociedades latinas e católico-cristãs como a nossa. Parabéns a Monique por ter coragem em debater um tema tão espinhoso com tanta sensatez e clareza, denunciando que, além de uma sagaz pensadora sobre o cotidiano (o pseudointelectuóide do teu perfil é apenas um exercício de modéstia), domina a redação com rara competencia.

  8. Finalmente pude ler seu texto!

    Minha experiência com o sexo pago, limita-se ao “ouvi dizer”, “li sobre”, mas achei ótimas as suas colocações. Principalmente no que se refere ao preconceito, limites e rótulos impostos pela sociedade.

    Se cada pessoa é dona do próprio corpo e de seu tempo e pode fazer deles o que quiser, não deveria também haver problema algum em pagar/cobrar por sexo.

    Sobre o “Amor romântico”, acredito sim na sua existência e (por que não?) associado ao sexo, sim! É possível ter os dois, seja numa única relação, seja em relações em separado.

    Parabéns pelo ótimo texto, Monique!

  9. estradadomarrs on 23 de outubro de 2012 at 15:24 said:

    O problema é como “definimos” as coisas, pessoas como um serviço? É obvio que ninguém aceita colocado desta forma. O mundo formatou um padrão e começaram questiona-lo.

    Sabemos do “teste do sofa” das atrizes, “secretárias” buscando segurança(algumas), casamentos(nen todos) por variados interesses… Mas, tudo devidamente registrado e ai, justificado. No mundo dos bons negócios tudo deve ser formalizado, aprendemos assim. O que fere essa regra, o mundo condena!

    Agora, a justificativa dos informais “o desgaste da relação não vale a satisfação” É simplista demais! O que fazer com os sentimentos, nem que seja inicial? Negar? Condenar? Adoro Vinicius de Morais…eterno enquanto dure! Me respeitem….

    Portanto tudo é/será aceito se houver respeito, sentimento, satisfação, bom senso, nenhum exagero e pricipalmente sinceridade…. A vida acabará cedendo sem que tenhamos que justificar ou condenar mas, tudo ao seu tempo.

    E alguém tem começar, parabéns!

  10. Gostei muito do texto. Muito bem escrito. Profundo. A começar pelo livro q serve como base. Nos faz pensar. Gera um debate filosófico… O q é certo ou errado. O q é moral ou não é. Mexe com nossas entranhas e coloca em xeque muitos argumentos.
    A sua experiência é vital pra isso, fazendo com que cada palavra tenha relevância, demonstrando uma seriedade diante do assunto. Não soa como uma aventureira dando uma opinião, mas de alguém com vivência e autoridade.
    Ao mesmo tempo revela a podridão da sociedade em falsos moralismos. Principalmente com a menção de suas “amigas” civis… Pagar ou não pagar por sexo? Quem é pior? Quem vende? Quem dá de graça? Ou quem critica um ou outro?
    Enfim, parabéns! Gostei mesmo! Acima da media! Bjo!

  11. Belo texto! Concordo com grande parte. Concordo com o fato de homens procuram prostitutas como procurariam outro serviço qualquer e não devido a solidão e tal.

    E sobre a parte de fazerem sem ter vontade: concorda ou as vezes rola vontade?

    bjs

    —–

    Respondendo:
    Eu raramente faço na vida algo que eu não tenha vontade, Rodrigo.. Vez ou outra, não rola química. Na maioria das vezes, é bom. Não vejo sentido algum em fazer sexo sem procurar ter prazer.
    Bjz,
    Monique

  12. Giovanni Gouveia on 23 de outubro de 2012 at 1:21 said:

    Sou dessas pessoas que nunca pagou por sexo (além das contas aqui de casa rsrsrsrs), não por mera pseudo moralidade, mas principalmente porque meu corpo só me “responde” se eu estiver emocionalmente envolvido, preciso estar bem apaixonado pra conseguir transar (Por conta disso já passei 10 anos de minha vida sem sequer ver uma vagina, só pra se ter idéia). Outro motivo é que eu sempre fui liso pra caralho (desculpa o trocadilho rsrsrsrs)
    Mas ao mesmo tempo nunca fui desses que apontam o meretrício como das piores coisas que existem na humanidade, embora eu ache que a cafetinagem, essa sim, seja uma das coisas mais abjetas desenvolvidas pelo ser humano, receber pelo trabalho dos outros é coisa que meus princípios marxistas sempre condenaram.
    Mas concordo com que coloca o dedo na ferida, apontando na hipocrisia da sociedade. Hoje em dia o termo “prostituição” cabe em tantas situações, que ao meretrício têm-se que adotar novas terminologias. E eu acho engraçado quando atrizes pornôs, ou mesmo a garota que leiloou seu hímen recentemente, por exemplo, tentam desvencilhar-se do estigma de prostituição, ué, o que sexo em troca de dinheiro é, afinal? O que diferencia as “marias chuteiras”, as beldades que buscam “bon$ partido$” pra casar, entre outros casos, das profissionais do sexo é uma única coisa, as últimas têm a honestidade de assim se assumirem.
    Quanto à historinha do livro, amigos do meu pai contam que, no auge do (chamado) baixo meretrício do Recife, haviam alguns que não pegavam simplesmente a primeira mulher, tinham que ter a ilusão da conquista…

  13. Alexandre Amorim on 22 de outubro de 2012 at 22:35 said:

    Parabéns srta. Monique, que belo texto!

  14. Renato Martins on 22 de outubro de 2012 at 21:28 said:

    Um dos melhores artigos que li sobre a questão. Não: sem dúvida o melhor! O assunto está longe de ter sido esgotado, não se falou no papel das religiões, e da instituição familiar tal como a conhecemos, na formação do nosso universo mental.

    Não sabemos nada, como disse a Bianca em seu excelente comentário.

    Eu mesmo estou vivendo uma situação interessante: casado há 26 anos com uma moça que “não acredita no casamento”, assim como eu; sem muito mais de novo a rolar nesse relacionamento, mas com a admissão (recíproca) de que um já não é capaz de viver sem o outro…

    A partir da preparação da última rodada de Marchas das Vadias, em 2011, fiz amizade com um monte de mulheres com os mais variados estilos de vida, entre elas algumas GPs.

    Foi aí que passei a seguir algumas nas redes sociais, e fiz amizade “real” com uma delas, Karyna Perséfone, que virou amiga de verdade. Ela já veio aqui em casa um par de vezes. Jogamos um jogo de provocações mútuas. É divertido, mas também doloroso, porque eu estou na idade de ficar imaginando “o que poderia ter sido”.

    Respeito a vida e as escolhas dela e não interfiro. Apresento-a a meus amigos e deixo que ela escolha como se identificar (a decisão de abrir o jogo quanto à profissão é sempre dela).

    Amizade é “amor sem sexo”? Nesse caso tem sido, e não posso dizer o que vai rolar ou não no futuro. Mas tenho de admitir, tenho ciúmes de todos os homens que já a tocaram. Faz parte da fragilidade emocional que todos nós temos.

    Vou correr atrás do livro, que eu não conhecia.

    Obrigado, Monique, obrigado, Bianca. Minhas portas aqui em Sampa estão sempre abertas (e minha moqueca é de primeira!).

  15. “O amor romântico? Não existe. Pagar por sexo é melhor.”

    Começando por ai tenho a dizer que concordo. É menos envolvimento, menos sofrimento, menos tempo e menos gasto! No caso da minha profissão não vejo ela como “sexo pago” vejo como companhia paga…
    Eu não ofereço só sexo. Esse seria o carro chefe da minha produção mas não necessariamente o que eu ofereço.
    Vendo meu tempo e com ele faço o que o comprador quiser! O meu Amor romântico é mais difícil, mais chato e mais caro, além de problemático e impossível… Hehehe…
    “Não compensa a satisfação…” Rss… Concordo com isso… Melhor pagar certo…
    Como diz um amigo meu: “Tenho uma mulher até o momento que pago para ela ir embora…” Forte mas prático…

    Acredito ser difícil aceitar que gosta disso e assumir pra todo mundo… A normalidade da vida social quase nos obriga a ter esposa, namorada ou um simples alguém do lado…
    Isso se torna maior que a nossa própria vontade. Poucos se satisfazem com o que gostam, querem o que os outros também tem ou pensam ter que ter. Ridículo mas vejo ser assim.

    Quando se fala em pagar só por sexo vejo como uma opção realmente. Sei que existem pessoas que precisam mas quando penso na maioria vejo pessoas resolvidas, sem neuras, com desejos e vontades como qualquer um de nós… E que podem pagar para variar…

    O que acho muito válido, rs… A pessoa um dia come uma loira, em outro uma morena, em outro um bumbum, em outro os 2… E nenhuma liga no outro dia pra encher o saco… Muito Bom!!! Fora que realmente. Homem satisfeito atrai vadias civis… Elas sentem os que estão bem e que provavelmente tem dona… Hahaha… Tudo safadinha… Também seria uma forma delas não receberem ligações no outro dia sair com homem casado ou é inveja mesmo? Hehehe…
    “Os prazeres proibidos e mundanos são os melhores!”

    Quanto aos comentários finais:
    Sobre o pagar ou receber… Isso já ocorre… É tudo jogo de interesse. Só em baile funk dão por dar… De resto sempre queremos ganhar!!!
    Se será normal? Eu acho que está bemmm melhor e que ninguém mais sabe da realidade de ninguém para ter que achar normal o que a vizinha faz. Eu nunca vou achar normal tanta coisa e isso não faz com que deixem de existir. Imagina se ser ou não normal vai mudar alguma coisa. Só se vier junto uma aposentadoria.

    Não costumo esconder o que faço. Só não contei paras minhas vizinhas, uma briga com a mãe dela o tempo todo. Se um dia me falar alguma coisa vou mostrar que tipo de filha ela é e pra da frente que tem filha bi vou dizer que até pego a filha dela…. Hahaha… Já pro tarado do amigo da minha amiga que é gay e da pro primo não contei mas a hora que eu falar vou dizer com gosto que a Bianca civil é mtooo careta pq a Bianca puta é mtooo safada! Hahaha…

    Não quero a companhia de pessoas preconceituosas… Já me basto! Por isso agradeça Mô!

    Sobre os meninos cobrarem por sexo… Todos deveriam fazer isso… Por que só mulher pode? Já que tem tanta civil querendo dar de graça, cobrem!
    Tem uns amigos que bebem e pegam cada tribufoo que te digo, depois ficam lamentando não ter cobrado um Mac ao menos… Rsss…

    Não vejo eles menos falados que as meninas. Também discordo.
    Escuto só bobagens quando se fala em Garoto de Programa. Se meu irmão fosse minha família certamente jamais aceitaria… Já eu, posso!? Estranho né? Eles não me amam? Não. Eles são preconceituosos… Rs…

    Concordo que é puramente financeira a questão quando se é profissional de verdade.
    Falando sobre profissionais, os que precisam e vivem da profissão, não quem está por brincadeiras, dinheiro para bobagens e caprichos…

    Profissional é aquele que sabe fazer, ser e mostrar um trabalho bem feito de acompanhante, seja para sexo ou outro serviço intimo sem sacanear o cliente. Esse não SE SUBMETE. Esse faz porque gosta e sabe fazer com prazer o trabalho que escolheu! Por isso não é inferior a ninguém no meu ponto de vista.

    Findando… “Você é dono do seu corpo! Sim – e decide o que bem fazer com ele, de modo que não há imoralidade real em optar pela prestação de serviços sexuais.”
    Sim. Somos donos do nosso corpo e do nosso tempo!
    Eu vendo, alugo (profissionalmente) e empresto civilmente meu tempo sempre…
    Seja ele para sexo, acompanhamento em conversas, fetiches, festas, bares, etc. E é isso que vendo na minha profissão.
    No meu caso o cliente manda… Ele paga para escolher o que faz com o tempo que tem do meu lado…
    Claro que ele já sabe o que EU NÃO FAÇO nesse tempo… Hehehe…

    E eu não faço sexo sem desejo… Sempre que alguém me quer me excito… Fico doida pra ver, sentir, ter, estar… Mas, certamente casada já fiz muito sexo sem desejo…
    A parte de pagar por sexo e receber por fazer não vem acompanhada da tal “rotina diária”, a qual me fazia ter relação muitas vezes sem vontade e desejo…

    Resumindo sou feliz com meu trabalho e poderia ficar anos nisso…
    Decidi voltar conversando com um amigo sobre fazer o que gosto e o que sei… Quando a pessoa me perguntou isso logo respondemos… SEXO…. Hahaha… Verdade! Por que não realmente unir o útil ao agradável?

    SOMOS DONOS DO NOSSO CORPO E TEMPO!

    O MUNDO não é ninguém para apontar o certo e o errado… Não sabemos nada!!!

    Muito bom o texto e a Srª. Dona Monique Prada por gentileza escreva mais… Muito boa posição… Gostei!!! Parabéns Amiga… Queremos sempre teus textos! Beijos…

    Obs.: Desculpa o pequeno grande comentário. Tentei falar o que pensei resumidamente… :)

    Bianca Vaz
    http://www.biancavaz.com.br

  16. Luiz Freires on 22 de outubro de 2012 at 15:04 said:

    Adorei o texto, me ajudou a encontrar a hipocrisia dentro de mim. Sabia que existia, mas não visualizava onde estava. Obrigado, e parabéns ;)

  17. Colorado on 22 de outubro de 2012 at 14:17 said:

    Ótimo texto, o melhor que já escrevestes, sem dúvida. Gostei especialmente da análise que tu faz sob o ponto de vista da tua profissão. É uma análise real e sincera, sem resvalar para um coitadismo ou para a “glamourização”. Tu corretamente demonstra a hipocrisia da sociedade quanto a prostituição. No Brasil, a prostituição ainda sofre forte preconceito, porém, quem transa com um roqueiro inglês milionário para ter um filho é aceito normalmente e ainda ganha programa de televisão.
    Quanto ao amor romântico, discordo do Chester de que ele não possa existir. Cada pessoa se adapta e vive mais feliz em um tipo de relacionamento, seja o mais careta possível ou um relacionamento bem liberal.
    Sempre disse que tu tens talento para escrever, esse texto é a prova cabal disso. Gente talentosa faz bem aos outros, e por consequência, à sociedade como um todo.

  18. Infelizmente o ser humano é hipócrita. Clichê? Sim, mas tão verdade quando 2+2=4.
    Entendo que prostituir-se nada mais é que manter relações sexuais em troca de algo.
    Engraçado, ou não, a grande maioria dos que julgam as pessoas que pagam ou recebem para manter relações sexuais, fazem o mesmo, mudando apenas a moeda de troca.

  19. Como um todo o texto está realmente bem explicado e com críticas separadas devidamente, farei o mesmo, se me permitir.

    Já tive acesso a este livro em formato de quadrinhos, forma que o escritor conseguiu p/ atrair a atenção do público, mas vamos aos comentários, p/ não me estender demasiadamente.

    Enquanto ainda estava na faculdade de história pude pesquisar um pouco mais sobre prostituição aos longo dos tempos, sobretudo no caráter social dessa profissão, tivemos (e/ou temos) uma maior aceitação ao longo desse último século, realmente com as suas prerrogativas distintas. A mulher que recebe por sexo ainda é vista com ‘maus olhos’ perante a sociedade, bem como o homem garoto de programa, fato q difere se este mesmo homem se apresentar como um gigolô (ele deixa de ser pago, p/ extorquir pra si, que no meu entendimento é a mesma coisa).

    Amor romântico: pode existir, porém os valores desta mesma sociedade que critica, se moldam de acordo ao que chamaria de ‘andar da carruagem’, explico. Só se critica qdo não se está vivenciando tal acontecimento, é mto mais fácil elogiar, criticar qdo não se vive tal situação (não cabendo aqui o mérito ao qual levou estas mulheres a aderirem a essa profissão) embora mulheres consideradas ‘normais’ e representantes dessa sociedade ‘casta e pura’ serão as primeiras a levantar as primeiras críticas.

    O sujeito em questão no livro, se detém a não questionar suas atitudes, porém o fato de se encontrar sempre com a mesma pessoa, sem experimentação de outras mulheres e /ou fantasias, revela um apego/romantismo e porque não um certo medo/receio de novas situações.

    Você melhor do que ninguém estaria apta a fazer uma resenha deste livro, inclusive tem toda a base prática e teórica p/ tal confrontamento.

    Não me deterei nos tópicos finais, por não ter experiência em tal questões, porém o fato de você servir em parte p/ suprimir fantasias de algumas pessoas e após ser execrada por simplesmente receber pelo o que você oferece, tem nome: hipocrisia de uma sociedade que gosta de apanhar e ser roubada, que nas horas erradas resolve assumir a bandeira dos puritanos e conservadores.

    Parabéns pelo brilhante texto e beijos menina.

  20. Que baita texto, Monique!

    Nos faz pensar na nossa vida, no que buscamos e acreditamos. Nos faz fechar os olhos e pensar se somos tão mente aberta assim, se realmente somos tão despidos de preconceitos como gostamos de alardear por aí.

    Bem escrito, direto, claro e deixa aquela pulga atrás da orelha. Adorei!

    Parabéns!

  21. Vamo Que Vamo on 22 de outubro de 2012 at 10:22 said:

    Como sempre inteligentíssima e pontual. Sou suspeito ao tecer elogios pois te acompanho sempre de pertinho e algumas vezes tenho o prazer de conversar com você. Te gosto muito! Continue nos brindando sempre com seus ótimos textos!

    Beijo carinhoso!

  22. Mô,
    Nossa sociedade é hipócrita desde antigamente, e infelizmente tb não vejo isso mudando. A descrição do Chester apenas comprova esse modo que nossa cultura ocidental funciona.
    Lendo a sua experiencia pessoal só me faz ter menos expectativa em relação a alguma mudança disso.
    Sair desse comportamento de hipocrisia coletiva necessita muita educação, ainda somos naturalmente machistas, naturalmente egoístas.

    Em relação a forma do texto, ele é claro, e fácil de ler. Dependendo do publico que você deseje que leia, ele precisará ser mais conciso, talvez até curto. Alguns não chegam ao final de um tuitada.

    Continue escrevendo, vou adorar continuar lendo.

    Beijo.

  23. Monique,

    Grande texto, instigante, chega a ser desconcertante com nossa moral e valores. Quanto de nós não vive as relações “pagas” dentro de casa? Oprimindo seus pares, que o sexo não passa de uma relação de consumo, que inclusive está consagrado no Código Civil brasileiro, que os cônjuges têm deveres mútuos inclusive o “débito conjugal”, ou seja o sexo, que a recusa, sendo “injustificada” dar causa à separação. Imaginemos que A quer sexo 5 vezes por semana, mas B recusa, pois acha que 3 vezes tá bom tamanho. Ou seja, na relação “normal” o direito invadiu e determina prática, desejada ou não.

    Parabéns

  24. A sociedade é hipócrita e recalcada, no sentido da filosofia “faça o que eu digo, não o q eu faço”. Levando-se wn consideração que os homens tendem a justificar suas ações com argumentos nem sempre plenamente plausíveis, fica claro que o autor da obra em questão parece ter finalmente achado a solução para o seu grande problema, qdo na verdade acabou se enfiando em outro…
    Somos seres sociáveis, e por mais que neguemos, sentimos sim, falta de ter alguém.
    Quem diz que não sente falta de ninguém e que não quer ter um “relacionamento” não sabe o que está perdendo…
    Parabéns pelo texto, excelente colocação!

  25. Cara Monique, você aborda um tema delicado com sensibilidade e elegância. E também desnuda a hipocrisia que, infelizmente, ainda rodeia os temas relacionados ao sexo. Como diria Marina Lima em uma antiga canção: “sexo é bom”. E Milton também nos ensina que “qualquer maneira de amor vale a pena”. Mesmo que role uma graninha :-) Beijo grande.

  26. Francisco Mendes on 22 de outubro de 2012 at 5:03 said:

    Humanos tendem a errar. Somos humanos. Errar é o que fazemos de melhor. Não estamos sós, vivemos numa comunidade que estabeleceu regras naturalizadas (credos e axés). Quem ousa imaginar questioná-las já é excluído do grupo, condenado a viver à margem. Mudar a marcha errante do grupo exige coragem. Trilhar um outro caminho (ou só jeito diferente de andar, no mesmo caminho) sem o aval do grupo é um pecado.
    Se erramos como indivíduos, erramos como grupo. E isso é uma coisa boa. O contrário que não é natural. Errar, mudar, é essa nossa força. Individualmente podemos alterar com mais agilidade um rumo, mas como grupo o processo é muito mais lento. Nisso ocorrem os conflitos. A incertaza é a única certeza. É tão mais confortável seguir o “fluxo natural” do grupo? Para alguns isso é insuportável. Um dia o grupo irá superar o amor romântico e criar outros mitos e apegos. Erraremos, isso é certo. Diria o gênio visionário que isso é a marcha da história humana.
    Tema muito sensível, o amor romântico. Estamos sujeitos a ele. O amor é contagioso? Ando me apaixonando. As vezes tento evitar, invariavelmente cedo. Seria o amor um ente inquestionável? Em outros tempos, mulheres foram queimadas por terem ousado questionar algo assemelhado. Mudamos, mas as fogueiras continuam acesas.
    Na formatação atual da sociedade, os homens são “ensinados” a separar sexo e amor. Isso parece funcionar para alguns. Mas a dinâmica da vida exige ânimo e as coisas mudam (olha a roda da história nos empurrando), são 50 tons que me apavoram. E os errantes seres a todo momento resvalam no passo mais lento do ser maior, o grupo. Superaremos a diferenciação sexista homem-mulher. Outras crenças tomarão seu lugar. Normal. Navegamos assim, nos apegamos a algo que nos dar segurança mas sempre tentaremos um passo novo.
    Mandou bem Monique. Tema complicado. Buscamos a aceitação do grupo, queremos ser amados. O outro é que nos dá sentido — direção, rumo. Precisamos disso. Ou não?

  27. Parabéns pelo Blog, a lucidez com que foi escrito o texto deve fazer corar os rostos de falsos moralistas e levar a reflexão aos que procuram se desvencilhar da hipocrisia latente de uma sociedade preconceituosa, conservadora e cruel.

    A prostituição, dizem, ser a mais antiga profissão do mundo, não tenho opinião formada, mesmo tendo sido criada e educada em colégio salesiano e sendo filha de militar, me libertei das doutrinas que me impuseram.

    Penso que a mulher deve ter poder sobre seu próprio corpo, aliás, prostituta é um nome preconceituoso, deveria ser “profissional do sexo” e toda mulher que optassem por essa forma de sustento ser tratada como qualquer trabalhadora, mas certamente a hipocrisia religiosa é quem daria o tom, é só ver o carnaval, o nu é explorado televisivamente, jornalisticamente e em todas as formas de mídia, mas se alguém sair nu fora desse contexto será preso por atentado ao pudor.

    Pagar ou não por sexo, é problema de quem assim o faz, as pessoas tem o direito de fazer o que querem de suas vidas, há tanta gente que não só critica a prostituição, mas carrega em si o preconceito a negros, índios e pobres. Tem coisa pior?

    P.S Desculpe não ter feito a interpretação que o texto merece, sou limitada neste tipo de assunto.

  28. WAGNER FORTES on 22 de outubro de 2012 at 0:26 said:

    ÓTIMO TEXTO RELATA HIPOCRISIA E REALIDADE DEVIERIA ESCREVER UM LIVRO COM EXPERIENCIAS E VIVENCIAS…PARABENS GANHOU UM FÃ E FUTURO CLIENTE…BJS LINDA

  29. Muito bacana. Parabéns!

Comment navigation

 

Deixe uma resposta

Or

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Post Navigation

Contact Us