Monique Prada – (51) 9944-3822

Acompanhante de alto nível para encontros discretos em Porto Alegre – RS

Direito à visibilidade e aos direitos

Texto de Walter Hupsel

“Uma coisa temos que admitir: Marco Feliciano é teimoso. Ele insiste em permanecer na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara a despeito de ter perdido qualquer legitimidade, ou de nunca ter tido.
Mesmo com protestos se espalhando, a raposa anti-direitos humanos permanece ali, à espreita, cuidando para que as pautas positivas não progridam, que direitos não avancem.
A mais nova atitude do deputado foi entregar a relatoria do projeto de lei que regulamenta a profissão da prostituição, de autoria de Jean Wyllys (PSol-RJ), ao seu amigo de fé Deputado Pastor Eurico (PSB-PE).
Aqueles que execram a prostituição tem todo direito de não gostar. Tem o direito de gritar em seus templos, em suas casas, o quanto aquilo é depravação, é pecado, que o pecador irá arder nas chamas ou no mármore.
Entretanto, barrar, evitar, impedir direitos é de uma tacanhez absurda. É não estender a mão, é jogar as pessoas que vivem de vender o corpo no limbo.
Não se trata de aplaudir, e nem mesmo de vaiar a prostituição. Se trata apenas de entender que, a despeito do que achemos, a ela existe e sempre existirá. E que não há crime nenhum em vender sexo.”
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*** Nota minha: discordo da expressão “vive de vender o corpo”, usada por Hupsel. Vivemos do aluguel de nosso tempo. Nada vendemos.

O direito de existir (eu, como você)

por Monique Prada

Artigo publicado originalmente no blog Socialista Morena, da jornalista Cynara Menezes
Leia este artigo também no Papo de Homem

O senso comum trata a prostituição como a mais antiga das atividades remuneradas. Embora eu não estivesse lá para testemunhar, meus parcos conhecimentos da história da humanidade não me dão base sólida para contestar tal informação – de modo que a tomaremos como verdade, de momento. Fato é que a prostituição existe desde há muito e, por mais estigmatizada, discriminada, isolada que seja a pessoa que a exerce, segue existindo, sem dar sinais reais de que sua extinção esteja próxima.

Assunto em voga hoje em dia, o projeto de lei que visa regulamentar a atividade vem encontrando apoio e oposição em vários setores da sociedade organizada. É um projeto bastante inteligente, conectado à realidade. Um dos pontos mais importantes em seu texto é a legalização das boates, clínicas e casas de prostituição, estipulando inclusive valores percentuais para determinar o que se pode considerar “exploração” – a qual passa a ser o crime – e o que seria lucro aceitável a uma empresa destinada à diversão adulta e à comercialização de serviços sexuais. Seus maiores opositores, além dos tradicionais grupos religiosos de matizes variados, devem estar justamente nos donos dos bordéis e afins. Situação análoga a de qualquer tentativa de regulação do trabalho em qualquer época em nosso país, vide o ocorrido na década de ’40.

Incrivelmente, algumas pessoas reagem como se o projeto “criasse uma nova profissão”, e não simplesmente regulamentasse o que já temos por aí, funcionando dia e noite à revelia da lei – o que pode, em muitos casos, dar margem inclusive a outras ilegalidades e a uma situação de vulnerabilidade real e segregação ao profissional, que não tem a quem recorrer na hora de fazer valer seus direitos. O projeto praticamente não afeta em nada a vida das chamadas “acompanhantes de luxo” (luxo, aliás, é um termo até irônico quando aplicado ao ramo…) que atuam de modo independente através de sites e comunidades na Internet, ou mesmo em casas mais conceituadas, que não costumam perceber remuneração direta sobre o valor cobrado pela profissional. Entretanto, é de grande importância para proteger as prostitutas em situação de maior vulnerabilidade social. Não regulamentar não acabará com os prostíbulos baratos e insalubres. A não regulamentação apenas favorece o trabalho da máfias, o tráfico humano, a escravidão (e lembremos que trabalho escravo não é acontecimento inerente apenas à prostituição: há mão-de-obra escrava farta na indústria da construção civil, do vestuário, da mineração.. E a situação do trabalhador doméstico nos pontos mais longínquos do país, como anda?).

Os efeitos positivos da regulamentação talvez não sejam visíveis a curto prazo, não cabe ilusão a esse respeito. O projeto de lei não é perfeito, tem suas falhas – coisa que não ficou clara para mim, por exemplo, é como se daria a cobrança pelo serviço em caso de não pagamento pelo cliente: haveria um contrato escrito entre as partes? E do que consistiria o trabalho “em cooperativa” proposto? O texto precisa ser melhor estudado, aperfeiçoado, ajustado à diversidade de situações regionais. Mas é um puta avanço – com o perdão do trocadilho, babaca e quase inevitável.

Campanha irlandesa contra a segregação às prostitutas: “Escolho o emprego que melhor se adequa às minhas necessidades”.

Lembremos sempre: todos nós, quando “decidimos” trabalhar, o fazemos pela necessidade de nos sustentarmos, e aos nossos. Não importa em que área trabalhamos, o fazemos pela grana – e, quem sabe, por alguma satisfação pessoal também.Exploração é regra nas relações que regem nossa sociedade, não exceção, os mais conscientes sabem muito bem. Somos contra, mas, até o momento, leis, regras e fiscalização foi a solução que amenizou o problema, para todos.

Feliz é aquele que trabalha no que gosta. Assim é com o profissional do sexo também. A prostituição é, sim, “um trabalho como outro qualquer”, porém com suas peculiaridades. Manter a “profissão” à sombra da legalidade, negando direitos, negando regulamentação, só contribui pra que se trabalhe em um ambiente de violência, exploração, SEGREGAÇÃO. Além do mais, já passou da hora de sermos vistas – nós, meretrizes – como cidadãs responsáveis por nossas escolhas e donas de nossas vidas.

Muitos movimentos nos tratam como seres incapazes de escolher nossos caminhos, vítimas de um trabalho que nos oprime, ignorantes sobre o mundo que nos cerca. O que verdadeiramente nos oprime é estar à margem, é o trabalho mal pago, é a invisibilidade forçada, esse vitimismo imposto, aliado a uma romântica compreensão de que sexo é algo pelo qual não se pode cobrar sem uma vaga sensação de erro, de pecado, de culpa.. Somos nós, meretrizes, também, donas e senhoras de nossos corpos, mesmo durante nosso período de trabalho. Percebam: alugar seu tempo não é equivalente a alugar ou vender seu corpo, como pensam tanto(as). Quem contrata os serviços de uma prostituta não tem direito ao abuso ou à violência. Há uma diferença sensível, porém importante, entre um conceito e outro.

“Profissionais do Sexo: Documento Referencial para Ações de Prevenção das DST e da Aids”, pioneira cartilha elaborada pelo Ministério da Saúde em 2002.

Alguns, com boa intenção talvez, mas desconhecendo a realidade, dizem que é uma atividade “indigna” e, portanto, não passível de direito. Dignidade é liberdade. Exercer seu ofício de modo digno e ter seus direitos de trabalhador respeitados, isso é libertar o profissional do sexo. Exigir que um profissional abandone seu trabalho não o liberta de nada. É, sim, interferir vergonhosa e autoritariamente na vida de pessoas adultas e com condições de decidir. Eu, como você.

Relações Públicas, Bauman, Blogs e Direitos Humanos

Por: Diego Galofero em Versátil RP

Recentemente apresentei na faculdade um artigo sobre a pós-modernidade, e lendo uma matéria da Revista Superinteressante, levantei uma reflexão sobre a prostituição, blogs e pós-modernidade. Quase todo estudo sobre pós-modernidade foi focado nas obras do

polonês Zygmunt Bauman. Nesse processo eu visitei muitos blogs de garotas de programa e consegui o contato de duas profissionais que farão comentários sobre o artigo. Sabe-se pouco sobre Monique Prada e Larissa Golf, só que são moradoras de Porto Alegre e são ativistas de direitos humanos. Leia um pouco do artigo adaptado para o Versátil. Você pode se perguntar o porquê um blog com o foco nas Relações Públicas aborda um assunto desses. Eu te explico: sempre leio e ouço que temos que ser profissionais multiculturais e com o papel de sempre colocar em pauta o debate sobre as diferenças, já que trabalhamos com públicos, e é sempre importante estar preparado para qualquer tipo de assunto.

Para ser prostituta, não é necessário trocar sexo por dinheiro, mas geralmente é assim que acontece, e a “profissão” encontrou uma solução para eliminar intermediários conhecidos como “cafetão”, contra violência e exposição. Monique Prada discorda e diz: “O uso das redes não necessariamente eliminou a figura do intermediário. Temos, sim, agências, fóruns, sites – que, de um modo ou outro, intermediam o contato entre as acompanhantes e os clientes. Por outro lado, reforço algo que já falei mil vezes: antes da internet, já havia acompanhantes que não saiam de casa para oferecer seus serviços: quem não se lembra dos classificados de jornais?” Para Larissa Golf a internet criou paralelamente (a realidade virtual) o cenário real e concreto. Colabora com o anonimato, o que facilita a maior demanda de meninas e consequentemente de agenciadores e etc. Porém o número das chamadas “modelos independentes” parece estar crescendo e tomando a maior parte no mercado.

Em determinado momento eu cito uma pesquisa da revista Superinteressante sobre o fato de elas nunca terem saídos à rua para procurar clientes e utilizar seus blogs como ferramenta de propaganda e cartão de vistas. Prada fala da humanização do marginalizado: “Eu e milhares de prostitutas jamais usamos as ruas para isso. No entanto, ainda há quem use. Sempre haverá, são nichos diferentes de um mesmo serviço. Os blogs interferem sim na prestação de serviços das garotas de programas, pois esta ferramenta humaniza o que é marginalizado. Humaniza, em termos, o contato entre cliente/garota. Digo, em termos, pois o preconceito, abuso e assédio moral ainda imperam.”.

Já Larissa fica em dúvida se humaniza mesmo: “Não sei se ‘humanizar’ seria a palavra ideal, talvez ‘amenizar’ sirva melhor. Eu nunca trabalhei em condições desumanas – apesar de isso existir – então me soa meio forte quando falamos de ‘acompanhante 2.0’. Apesar de concordar que o abuso impera, creio que tudo seja uma questão de se posicionar perante as situações. É uma pena que nem todas tenham consciência disso.” A própria Monique Prada é ativista dos direitos humanos e diz está na profissão por escolha, que prostituição depende de escolha sim. Conversar com essa gaúcha através das novas mídias demonstra que aquela visão antiga sobre as putas, mulheres objeto é apenas preconceito.

Para Monique ser prostituta não é um final para uma pessoa que não teve outra escolha na vida: “É escolha consciente pra mim, que sou adulta. Pode ser escolha induzida para adolescentes e jovens, dado o destaque e glamour que a mídia tem associado à nossa atividade.” Larissa concorda e ainda fala da indução depois do filme da Bruna Surfistinha: “Concordo com a Monique nessa questão da indução. Depois do filme da Bruna parece que foi pior. Essas meninas, porque não passam de meninas inconsequentes, agem por impulso. No meu caso comecei por questões financeiras, mas teria como não trabalhar com isso, no entanto não faço questão de sair. Muitas acabam se arrependendo.” Essas novas garotas de programas têm exposição menor à criminalidade, violência e primam pela qualidade do atendimento.

Prada diz que sempre foi blogueira, mas quando começou a fazer programa, há dois anos, não pensou duas vezes em divulgar pelo blog e fazer um perfil no Twitter: “O perfil no Twitter uso basicamente para ativismo digital. Necessário envolver e engajar cada vez mais profissionais, e mesmo mulheres não profissionais, na luta por nossos direitos enquanto mulheres, na luta contra a homofobia, contra a violência, exploração sexual e prostituição infantil. Importante incentivar cada vez mais as garotas a blogarem, participarem.” Golf acrescenta: “A facilidade de trabalhar anunciando hoje, fez a qualidade de o atendimento decair, e abriu portas para o abuso através de fóruns e redes espalhadas na web. No entanto também acho que devemos lutar em prol de um engajamento das meninas. Eu acredito que quem leva essa profissão tão a sério quanto qualquer outra é que irá se identificar.”.

 O intuito deste post é não levantar bandeira e nem de querer criar juízo de valor, e sim trazer uma reflexão de como as mídias digitais estão melhorando a sociedade, mas ao mesmo tempo não cria grandes revoluções por todas as partes. E essa é a tendência tecnológica: auxiliar, mas não revolucionar tudo o que conhecemos sobretudo as relações humanas.

Para saber mais, vejam a matéria da Superinteressante e o Manifesto de Monique Prada.

As 10 Coisas mais assustadoras que aprendi na Internet sobre garotas de programa blogueiras:

1 – GPs blogueiras são babacas e têm problemas pessoais e/ou psicológicos;

2 – GPs não devem ter blogs. Ninguém acessa esses blogs de GPs, pois há no mercado muitas revistas, jornais e outras mídias muito mais importantes. A Grande Mídia não preza
blogs de GPs nem quer outra Bruna Surfistinha (e, afinal de contas, sabemos que TODAS as GPs que criam blogs sonham, na verdade, em virar a nova Bruna Surfistinha).  Devemos nos importar cada vez mais apenas com a Grande Mídia, pois sabemos que, obviamente, essa coisa de Internet é ultrapassada e blogar  ’já era’.

3. Homens de verdade não são gentis e muito menos presenteiam GPs. Homens que presenteiam GPs são lenda. Homens que presenteiam GPs com sapatos, além de lenda, são malucos. Ou afeminados. Ou babacas induzidos pelo que andam lendo nos blogs das GPs. Desconfia-se, aliás, que as GPs inventam essas coisas apenas para causar inveja nas outras GPs. Aliás, a maioria das GPs só se dá ao trabalho de criar e manter um blog para causar inveja nas outras GPs e enganar os trouxas que saem com elas.

4. Homens de verdade não lêem blogs de GPs por causa dos erros de ortografia. Homens de verdade jamais cometem erros de ortografia. Quando pensamos que homens de verdade cometeram algum erro de ortografia, na verdade, estamos nos deparando com um erro de digitação.

5- Homens de verdade desprezam as blogueiras, pois elas são indiscretas. Homens de verdade prezam somente garotas discretas que anunciam em sites famosos (e caros). Preferencialmente as que, discretamente, mostram o rosto.

6- Homens de verdade têm certeza de que isso de expressar e sustentar opiniões, denunciar conduta agressiva e preconceituosa, correr atrás de seus direitos… Essa coisa de ‘direitos iguais’, liberdade sexual, independência, respeito, não à violência, combate ao assédio moral, essa baboseira toda só pode ser coisa de puta feminazi baderneira ..

7- GPs vivem num mundinho à parte e o que elas escrevem não é definitivamente do interesse de ninguém. Isso (o que elas escrevem) se chama, na verdade, CyberPPP, um termo moderno para designar o tão famoso ‘papo padrão de puta’, mas agora cibernético. GPs não têm vida pessoal e deveriam se restringir a escrever receitas culinárias. Caso não saibam cozinhar, devem urgentemente aprender. E postar receitas. (E isso de postar receitas me lembra tanta coisa  ..)

8- Comentários de um prestador de serviço acerca do próprio atendimento não têm nenhuma credibilidade. Prestadores de serviço mentem o tempo todo a respeito de seus serviços. Prestadores de serviço só querem te enganar.

9- GPs bonitas e gostosas não têm tempo para essa besteira de ler, estudar e muito menos postar em blogs. Elas passam o dia e a noite de quatro em motéis e nem deveriam ter computador em casa, pois realmente não têm tempo para usá-lo. GPs que lêm, estudam, escrevem em blogs só o fazem por que são muito feias – e então, têm tempo de sobra. Estas mesmas GPs que têm tempo de sobra têm, ainda, maus blogs. Péssimos blogs. Os bons blogs de GPs, na verdade, são feitos por eficientes equipes de publicitários, web designers e até (surpreenda-se!) por ghost writers. Os textos dos blogs de GPs, na realidade, são escritos por homens !!! Pobres homens estes que se submetem a ser pagos com a única moeda de que as GPs dispõem para pagar pelos serviços que contratam – sexo, claro. GPs nunca pagam nada em dinheiro.

10. Se ninguém mais sair com as GPs blogueiras, automaticamente os blogs sumirão do ar, as GPs blogueiras não mais expressarão suas opiniões e os homens de verdade estarão livres para seguir enriquecendo a Rede com mais e mais lixo .. ops .. enriquecendo a rede com suas opiniões bem embasadas e inteligentes . Assim, aliás, estarão livres de, quem sabe, um belo dia, caírem em um destes hipnóticos blogs e saírem a comprar sapatos femininos. Boicote às perigosíssimas GPs blogueiras!

Buenas.. Algumas besteirinhas, só pra espairecer.. Obviamente, não penso assim..  As besteiras supracitadas fazem parte de um tópico de discussão em uma comunidade de ‘homens que não lêem blogs de garotas de programa” (estranhíssimo, pois me pareceu claramente que o blog citado era meu rsrs; acho que li algo como “blog rosinha da putinha” e “SENSURA” – com S, assim mesmo rs. Pra quem não lê esse tipo de blog, está bem informado o cidadão …)

Confesso que, num primeiro momento,  achei melhor nem opinar – primeiramente,  por que é quase impossível levar a sério um ser que expressa pensamentos tão obsoletos e em tamanho desacordo com a realidade que o cerca. Por outro lado, também ando cansada de me incomodar com besteiras, e com bestas ..
Olhem .. O  rapaz que ‘puxou’ o assunto me pareceu, com toda a sinceridade delicada de que sou capaz, um tanto quanto perdido em relação às mídias sociais, inclusão digital, etc. Exagerando: ousaria até dizer que, para ele, Wikileaks é apenas um tipo de “Wii” (o joguinho aquele) que usa calças, Twitter é aquela coisinha do alto-falante e ‘brógui de puta é um baguio ali nas rede qui elas usa pramódi mostrá as parte i vê si rola argum”.
Ora, francamente, meu senhor.. Permita-me que lhe implore: saia já da Internet e vá ler um livro rsrs. Um bom livro. Esqueça a revista Caras, vire a cara para a Veja, deixe o Diário Gaúcho de lado, e vá ler um  livro. Serve Machado de Assis, serve Isaac Asimov, serve Michel Houellebecq.. permita-me até citar algum gaúcho, quem sabe o Juremir Machado.. Se lhe parecer complicado, comece com Paulo Coelho. Não há mal maior nisso, acredite. Relaxe, despreocupe-se com o julgamento alheio – o cara, além de parceiro do Raulzito (pré-morte, claro), é um grande marketeiro. Acredito até que a leitura de Paulo Coelho acabe por transmitir ao caro cyber-imbecil alguma paz de espírito, paz que parece lhe faltar.
DEPOIS, munido de algum conhecimento, com maior capacidade de desenvolver raciocínios complexos e sustentar suas posições sem precisar apelar para a agressão e o Cyber-Bullying.. DEPOIS, meu caro, volte a postar. Divida, então, solidariamente, o conhecimento adquirido com os amigos. Falo sério, meu querido .. aproveite as férias para isso. Dentre uma olhada e outra nas ‘gatinhas’ à beira mar, ou no intervalo entre lavar a louça e lamber o chão que a patroa pisa, leia um livrinho ..  Entenda..  Para ‘levantar bandeiras’ contra quem quer que seja é necessário possuir bem mais do que apenas o tal ‘polegar opositor’ que nos difere dos outros mamíferos (à exceção dos macacos, que também possuem polegar opositor – o que lhes permite digitar mas não lhes permite postar asneiras em foruns de Internet).
Me desculpem os outros (alguns) comentaristas, que me pareceram mais centrados e abertos a esse debate. Eu sei, houve até quem manifestasse o desejo de conhecer ‘algo melhor’ em termos de blogs de acompanhantes. Bom.. Algo melhor já existe. Conheço e acompanho alguns excelentes blogs de garotas de programa, e posso, oportunamente, listá-los para os senhores.
Quanto a meus blogs: asseguro aos caros leitores e seguidores que sou eu mesma quem escreve os textos (à exceção daqueles devidamente creditados a outros autores). Além de gostar de escrever e gozar de relativa intimidade com as letrinhas, ainda não encontrei nenhum candidato a ghost writer cujo texto tenha me agradado.
E mais: a manutenção em meus sites, portais, etc, bem como a otimização dos mesmos para os mecanismos de busca, é, também cuidadosamente feita por esta reles e ignorante meretriz que vos fala – ou vos escreve, como preferirem. Se encontrarem erros ou mesmo se algo no design do material os desagrada, eu humildemente peço desculpas aos caríssimos visitantes (*mesmo àqueles que caíram aqui ‘por engano’, àqueles que não lêem blogs de GPs). Aceito sugestões e críticas construtivas.
Somos humanas – nós, as putas – e, eventualmente, também erramos. Umas mais, outras menos.. Mas temos, sim, o direito de expressão, na medida em que não agredirmos a ninguém com nossas besteirinhas nem os expusermos ao ridículo e/ou a humilhações.
Na medida em que tomemos o cuidado de não expor a vida pessoal de ninguém (como, não raro, alguns se divertem ao expor as nossas), temos, sim, o direito de criar e divulgar nossos blogs, sites, comunidades, foruns.
Temos mesmo o direito –  e até o DEVER –  de ajudar umas às outras nessa tarefa que a algumas ainda soa complicada: participar ativamente do mundo virtual. Temos nos ajudado, com certeza, temos trocado idéias, temos interagido. Temos trocado até receitas, aliás. Afinal de contas, somos MULHERES, antes qualquer coisa – e é natural que nos portemos como MULHERES.  MULHERES, acompanhantes, MULHERES blogueiras, em perfeita sintonia com as novas tecnologias, ocupando nosso espaço no mundo virtual, sim, sem desrespeitar a ninguém .. e isso  em Porto Alegre, São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis (e cidades do interior também) ..  CONECTADAS :)

Um viva ao velho e bom MSN !!

Por: Monique Prada, dezembro/2010

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