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Contra as Drogas e o Bicho do Pau Grande

Uns dias atrás, me ligou um moço, bem educadinho … papo vai, papo vem, me diz ter sido recomendado por uma colega, que eu era uma mulher bonita, interessante, aquela coisa .. e que a colega me indicou como companhia perfeita pra ‘fumar um’ com ele, por que ‘eu curtia, e pá” .. bom, neste ponto, precisei interromper a incansável lista de elogios e dizer a ele que, certamente, estava falando com a pessoa errada. Menos por moralismo, mais por desejar que ele chamasse a garota certa. Se eu não minto sobre as minhas ‘aptidões sensuais’ pra conquistar cliente, por que mentiria que ‘fumo um’ (éca) ? Rapaz ficou bem sem jeito, e acabou não agendando – o que me leva a crer que ele, realmente, falava sério e procurava uma parceira pra algo mais que bom sexo e conversa agradável.

Não sei, nem me interessa saber, se a referida colega falou mesmo algo do gênero – ao mesmo tempo em que não ponho a mão no fogo por nenhuma de nós (sei, sim, que volta e meia rola uma fofoquinha no ‘meio’, como rola em TODOS os ‘meios’), também devo reconhecer que pode ter sido algum tipo de armação maquiavélica para semear a discórdia (já que a dita cuja é mesmo minha amiga e volta e meia andamos uma na casa, e na cama, uma da outra, e sei que isso pode gerar algum ciuminho, quem sabe ..)

Não é a primeira vez que rola esse tipo de assunto. Fugi de postar esse tempo todo, embora a mesma colega tenha me pedido uma posição, depois de ouvir dela que um ‘crientezinho’ que adoraria sair comigo mas desistiu pois ‘ouviu falar’ que uso drogas ( vá lá que fosse verdade e eu quisesse compartilhar “minhas drogas” com ele, né?) Bom .. segundo ela, o boato podia prejudicá-la, pois a pessoa chegou a insinuar que ”usávamos drogas juntas” (isso EU, que não divido nem chocolate rs).

Como, regra geral, estou ‘andando’ pra o que pensam ou deixam de pensar da minha nobre pessoa, deixei o assunto pra lá. Até que, depois do fatídico telefonema, chegou o momento em que o post se tornou inevitável, inadiável, imprescindível.

Entedia-me profundamente isso de explicar, justificar, me definir como ‘geração saúde’ e o ‘scambau’ … precisaria exercer com mais ênfase e cinismo algo que muito me custa, que é o dom de, hipocritamente, me fazer de santa. Eu posso, é claro. Talento eu tenho. Não o faço simplesmente por que não quero. É ‘comercialmente pouco interessante’ expor minha real opinião? Lamento.

Mas .. comecemos pelo óbvio: desconheço adulto que nunca tenha usado alguma droga. Reafirmo: desconheço! A não ser que sejamos inocentes ou ordinários o suficiente para ignorar o poder entorpecente daquela sagrada cervejinha no fim da tarde, necessariamente reconheceremos (ainda que, talvez, contra a vontade) esse fato.

Pulada esta fase (já que, por aqui, todos, penso eu, somos adultos o suficiente pra tocar no assunto sem meias palavras), vamos ao que interessa: as drogas ilícitas, o grande mal de nossa sociedade (muito embora já não possamos negar que o álcool causa mais danos que ‘a tar da macôôônha’). Não vou negar: sim, eu já fumei. E traguei. Foram 3 vezes, há algo mais, BEM MAIS, de 10 anos atrás (era adolescente, ainda). A primeira vez, foi para experimentar. Odiei. A segunda, para saber se gostava. Odiei. A terceira, para ter certeza de que odiava (milhões de moscas não poderiam estar enganadas). Novamente, odiei. Odeio qualquer coisa que me deixe ainda mais calma do que já sou. Qualquer coisa que altere gravemente a minha percepção. Mas .. isso sou eu, essa é a minha natureza… Entendo, sim,  que já passou da hora de uma discussão séria e transparente a esse respeito, e por isso muitos certamente me viram defendendo a Marcha da Liberdade. Entendo que os interesses por trás dessa proibição são bem maiores do que os ‘rígidos valores morais da família brasileira’.. E vejo, sinceramente (me xinguem rs) pouca diferença entre um baseado e uma cervejinha (coincidentemente, nenhum dos dois me agrada – fato)

Quanto a outras drogas.. no momento, restrinjo minha ‘área de interesse’ a alguns  vinhos franceses baratos, uns poucos chilenos e argentinos que me agradam (a recomendação vai pro Amalaya, que conheci há uns 2 meses e tem sido meu preferido) e o bom espumante, argentino ou nacional (sugiro Mumm, o óbvio Chandon, e Cave Geisse .. brut, please).

Agora… esse ‘comportamento exemplar’ que vejo exigirem das meretrizes .. e esse pacto silencioso que leva a maioria das colegas a ter, ou fingir, comportamento digno de mocinhas de colégio interno de normalistas, é algo que me intriga. É muita cobrança pra pouca satisfação .. e é muita tentativa de ‘rasteira’ pro meu gosto, isso de falar da vida das coleguinhas, meninas. Mais amor, menos rancor. Menos guerra, mais prazer. Menos falar, mais meter.

E o Bicho do Pau Grande, que tem a ver com isso?

Nada … mas, se É PRA SER CONTRA alguma coisa, se eu TENHO MESMO que ser contra alguma coisa … vou ser contra o Pau Grande. Incompatibilidade física, pura e simplesmente. Nada mais.

… e segue o Baile … com ou sem máscaras …

Monique Prada, novembro/2011
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